quarta-feira, 2 de maio de 2007

Um quase todo

Já faz alguns poucos anos , que deixamos de ser nós.E aqui estou eu escrevendo , com um patético ar de quem nunca amou , resolvi optar pela impossibilidade de dor , de não amar acima de tudo. E você redundante como sempre , deve estar achando graça nisso tudo. Poderíamos até dizer que foi um falso amor , que hoje é indiferente, como se a indiferença não fosse angústia disfarçada. E então você diz que não queria nada disso , apenas parou de viver da sua maneira intensa e que o vazio é consequência de um dia se ter encontrado ridiculamente apaixonada. E hoje eu digo que disfarçamos tudo , com o medo de tocar no que realmente nos importou. Não temos mais nenhuma daquelas boas alegrias catálogadas , deixamos de ter um todo para poder viver pela metade.

Um comentário:

Anônimo disse...

muito bom mannnnnnn!